Viver à grande

O grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências. (F. Pessoa)

28 julho, 2005

música letra de


quem arrasta os dias
quando você está fora?

quem empurra as noites
para que você entre?

quem colocou entre nós
esses parênteses?

Letra de Alice Ruiz
Música de Itamar Assumpção

25 julho, 2005

que eu ultrapasse o desejo de transcendência e entre nas calmas águas do universo,
que eu cavalgue esta onda, não mais eternamente afogado na torrente da minha imaginação
que eu não seja assassinado pela minha própria doida magia,
crime este a ser punido nos piedosos cárceres da Morte,

Ginsberg em Salmo Mágico

16 julho, 2005

cheirando a amor

já pus de lado o tormento
de um mundo atento a não perdoar
amantes sem fingimento
delirantes formas de amar
quero cheirar a amor
quero exalar suor
pro dia em que você
ficar com o seu melhor


angela ro ro

14 julho, 2005

ainda bem, tenho alguma chance.

Um homem que não conseguia arranjar casamento para sua feíssima filha procurou o rabino Shimmel, da Cracóvia. "Meu coração pesa de dor", disse ele ao reverendo, "porque Deus me deu uma filha feia".
"Muito feia"?, perguntou o Rabino.
"Se ela se deitasse numa bandeja ao lado de um bacalhau, ninguém saberia a diferença".
O sábio meditou por longo tempo e finalmente perguntou:
"Que espécie de bacalhau?"
O homem, surpreso com a pergunta, pensou rápido e respondeu:
"Dinamarquês."
"Uma pena", disse o Rabino. "Se fosse um bacalhau português, ela talvez tivesse alguma chance."

Woody Allen, Cuca Fundida, Contos Hassídicos.

13 julho, 2005

amor meu grande amor

Amor meu grande amor
Só dure o tempo que mereça
E quando me quiser
Que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver
Que eu seja a última e a primeira
E quando eu te encontrar
Meu grande amor me reconheça

10 julho, 2005

domingo e ...

Não adianta nem me abandonar
Porque mistério sempre há de pintar por aí
Pessoas até muito mais vão lhe amar
Até muito mais difíceis que eu prá você
Que eu, que dois, que dez, que dez milhões, todos iguais
Até que nem tanto esotérico assim
Se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais
Mistério sempre há de pintar por aí
Não adianta nem me abandonar (não adianta não)
Nem ficar tão apaixonada, que nada
Que não sabe nada
Que morre afogada por mim